gravidez de riscoConsidera-se uma gravidez de risco, quando a saúde da mãe e do bebê ficam sujeitas às lesões ou até mesmo ao óbito. As complicações ocorrem apenas em 8% do total de gravidezes e dessas complicações, 70 a 80% resultam em mortalidade da mãe e/ou do filho.

O ideal é planejar a gravidez, para que exames e consultas sejam feitos na pré-gestação, prevenindo contra qualquer risco ou cuidando de problemas já existentes, para depois engravidar. O mais importante é sempre manter a pressão arterial e o peso, pois esses cuidado já podem diminuir diversos fatores de risco.

A gravidez é um momento muito especial na vida de uma mulher e merece toda a atenção e dedicação. Portanto, não se arrisque, mas faça um pré-natal e certifique-se de que tudo irá correr bem, antes, durante e depois da gravidez.

Fatores de Risco na Gravidez

Ao identificar fatores individuais, doenças que colocam em risco a gravidez ou um histórico ginecológico arriscado, tome cuidado com a gestação indesejada e, ao planejá-la, faça exames antes, previna ou controle algumas doenças, procure um bom profissional, tenha um acompanhamento rigoroso e faça os tratamentos necessários, até que esteja pronta para engravidar sem correr graves riscos.

Existem diversos fatores que influenciam para que uma gravidez seja de risco ou não, veja os principais:

Fatores individuais

  • Idade materna menor do que 17 anos ou maior do que 35 anos (limitações do corpo);
  • Peso materno inadequado;
  • Dependência química (drogas lícitas ou ilícitas);
  • Exposição a agentes físico-químicos nocivos;
  • Estresse;
  • Má aceitação da gravidez e rejeição ao bebê;
  • Problemas conjugais.

Histórico Ginecológico e/ou de Gravidez

  • Abortamento habitual;
  • Infertilidade;
  • Anormalidades uterinas;
  • Gestação ectópica;
  • Feto morto ou morte neonatal não explicada;
  • Cirurgia uterina anterior;
  • Hemorragia em gestação anterior;
  • Pressão alta em gestação anterior;
  • Trabalho de parto prematuro;
  • Neoplasia ginecológica;
  • Recém-nascido de baixo peso.

Doenças maternas prévias Cardiopatia;

Doenças na gestação atual

  • Crescimento uterino maior ou menor do que o esperado;
  • Hipertensão associada à gestação;
  • Diabetes associada à gestação;
  • Rubéola;
  • Pré-eclâmpsia e eclâmpsia;
  • Hiperêmese gravídica;
  • Hepatite B;
  • Deslocamento prematuro da placenta;
  • Toxoplasmose;
  • Isoimunização (doença do RH);
  • Gestação gemelar ou múltipla;
  • Infecções.

Perguntas sobre Gravidez de Risco

1. Por a gravidez na adolescência e acima de 35 anos é considerada de risco?

barriga na gravidezNa adolescência, o corpo da mulher ainda está em formação e não se encontra preparado para uma gestação. Já acima dos 35 anos, as mulheres podem apresentar alguma patologia que ainda não tinha aparecido. Quanto maior a idade, mais chance de aparecer doenças crônicas, que podem dificultar a gestação e atingir o feto. Mas é possível ter uma gravidez tranquila mesmo acima dos 35 anos, desde que haja um bom acompanhamento, uma preparação pré-gestacional e também a diminuição do ritmo de vida.

2. Uma gestação próxima da outra pode ser considerada de risco?

Não, só se a gravidez anterior foi de risco.

3. Após ocorrer um aborto espontâneo, quanto tempo depois a mulher pode engravidar novamente?

O adequado é esperar de 5 a 6 meses, para que seus hormônios se acomodem e a camada interna do útero se refaça.

4. Qual a importância do ácido fólico na gestação e onde encontrá-los?

É necessário ingerir ácido fólico no período que antecede a gestação, para evitar patologias no tubo neural, que é formado logo no primeiro mês da gravidez, ele se desenvolverá para a formação do cérebro e da medula espinhal. É importante também para a gestante, pois sua falta pode resultar em anemia. O ácido fólico é uma vitamina do complexo B presente no espinafre, aspargo, brócolis, vegetais de folhas verde-escuras, fígado, frutas cítricas e gema de ovo.

5. Quais os principais cuidados que a gestante deve ter no início da gestação de risco?

É necessário ter um controle absoluto da pressão arterial, do peso e uma alimentação muito equilibrada.

6. É normal urinar muito durante a gravidez?

Esse é um sintoma que pode ocorrer do primeiro ao último mês. No início, isso ocorre pelo efeito da hormona da gravidez (gonadotrofina coriónica), e aumenta ainda mais, conforme o útero aumenta e comprime mais a bexiga.

7. Por que incham as pernas e os pés?

Os inchaços aumentam ainda mais nos três últimos meses, devido ao tamanho do útero, pois ele se torna um obstáculo para o fluxo sanguíneo, fazendo com que a pressão interna dos vasos aumente e o líquido se acumule nos tecidos e, consequentemente, inchando as pernas e os pés.

8. É possível manter relações sexuais durante a gravidez?

Não há nada que impeça a relação sexual durante a gestação, pois não prejudica o bebê, ao menos que a gravidez seja de risco. A penetração não machuca o feto e as contrações na barriga durante a relação não são um sinal de problema. A única coisa que pode atrapalhar são as alterações físicas, como a diminuição da lubrificação vaginal e o crescimento da barriga. Nos últimos meses, o desconforto é maior, mas o cuidado está apenas em não pressionar demais a barriga.

9. O que fazer para aliviar as náuseas?

Evite jejuns prolongados, comer alimentos picantes, gordurosos, café e certos tipos de comida que te enjoam pelo cheiro ou pelo gosto. Os alimentos frios costumam ser melhor tolerados do que os quentes.

10. Quantos quilos é normal ganhar durante a gestação?

O aumento de peso é progressivo, se tornando mais intenso nos três últimos meses, e o normal é ganhar de 9 a 14 Kg na gestação.

11. Por que a dificuldade de respirar durante os últimos meses da gravidez?

O útero aumenta progressivamente conforme o crescimento do feto e nos últimos meses da gestação, o útero pode chegar ao diafragma, dificultando a respiração.

12. Por que se sente tanto sono na gravidez?

Tudo ocorre pelo metabolismo, que se torna mais lento, e junto com a ação dos hormônios, o sono aumenta.

13. A partir de que período a barriga começa a aumentar?

Não há uma regra, mas em média, começar a se notar por volta da 15ª semana (do terceiro para o quarto mês), pois o útero já cresceu o suficiente para exceder os limites dos ossos da pélvis, tornando a barriga mais visível. Normalmente, quando é o primeiro filho, demora um pouco mais para aparecer, pois os músculos estão mais firmes e a pele e o útero nunca se dilataram.