Toxoplasmose

mulher grávidaA toxoplasmose é uma infecção parasitária, causada pelo Toxoplasma gondii, que normalmente se encontra nas fezes dos gatos e de outros animais. Mas pode ser encontrada, também, em carne crua ou mal cozida e em legumes crus contaminados. Os parasitas se multiplicam dentro das células que revestem o trato digestivo humano. Algumas pessoas têm um risco maior de contrair a doença. Isso inclui as crianças infectadas ao nascimento, pessoas com câncer, AIDS e pessoas que se submeteram a um transplante de medula óssea ou de um órgão.

Sintomas: Febre, dores musculares, arrepios de frio, inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço e fadiga. Algumas pessoas não apresentam sintomas após contrair a doença.

Riscos: Os riscos são, na maioria das vezes, para o bebê, que pode nascer com problemas na visão, atraso mental, peso corporal abaixo do normal e, dependendo gravidade e do tempo que se leva para descobrir e tratar, pode até levar à morte.

Diabetes

Quando o pâncreas não possui mais capacidade de produzir insulina, ou quando a glicose (principal fonte de energia) é insuficiente, ocorre a diabetes. E essa falta de ação da insulina, resulta em um sub-aproveitamento dos hidratos de carbono, das proteínas e das gorduras. Quando o açúcar da mãe está elevado, o do bebê também aumenta e a quantidade que ele não utiliza é armazenada em seu corpo como forma de gordura.

Mulheres que não possuem um histórico de diabetes na família, podem ter a doença temporariamente durante a gestação e na maior parte das vezes, ocorre pelo aumento excessivo de peso na gravidez, principalmente nas gestações acima de 35 anos de idade. Como a saúde do bebê depende da saúde e da alimentação da mãe, é importante tratar a diabetes para que ela não se torne um grande risco para os dois.

Muitas vezes, a mulher grávida pode desenvolver novos hábitos alimentares que são arriscados, mas é preciso lembrar da necessidade do bebê e ter um bom controle da quantidade de nutrientes que são ingeridos diariamente. Caso a mulher já seja diabética antes de engravidar, o aconselhável é que ela procure um endocrinologista logo no início da gestação, para que siga indicações corretas de como se cuidar durante os nove meses.

Causas: estresse, ganho excessivo de peso, falta de atividades físicas, fumo, ingestão de muito doce, ou muita massa e gordura.

Sintomas: Os sintomas variam a cada pessoa, porém os mais comuns são: inchaço, vômitos, ganho de peso em excesso, urina modificada, visão turva, etc.

Rubéola

A doença é provocada pelo vírus da rubéola, e a transmissão acontece por contato direto. O vírus multiplica-se na faringe e nos órgãos linfáticos, e depois se dissemina pelo sangue para a pele. Caracteriza-se pelo surgimento de manchas avermelhadas, primeiro no rosto e pescoço e depois em outras partes do corpo.

Riscos: Durante os três primeiros meses de gestação, quando a gestante contrai a rubéola, são maiores as chances de má-formação do bebê, problemas de surdez, lesões cardíacas, problemas oculares, distúrbios no desenvolvimento neuromotor, baixo peso, problemas ósseos, retardo mental, entre outros riscos. Após os três primeiros meses, o bebê ainda se encontra vulnerável a essas complicações; porém, as chances são menores.

Prevenção: Durante a gravidez, não há muito que fazer. O importante é tomar a vacina contra rubéola, pelo menos três meses antes de engravidar.

Pré-Eclâmpsia e Eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é a hipertensão arterial (ou pressão arterial alta) junto com proteinúria, presença de proteínas na urina, ou de edema, retenção líquida. Ocorre entre a 20ª semana de gestação, até o final da primeira semana pós-parto. A eclâmpsia é a forma mais grave da pré-eclâmpsia e algumas mulheres possuem até crises convulsivas e entram em coma. Quando não é tratada imediatamente, pode ser fatal.

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% das mulheres grávidas e a eclâmpsia atinge 1 a cada 200 gestantes. A causa é desconhecida, mas um dos riscos da pré-eclâmpsia é o deslocamento prematuro da placenta da parede uterina.

Hepatite B

A hepatite B é provocada pelo vírus da hepatite B (VHB); os portadores desse vírus podem desenvolver doenças hepáticas graves. A transmissão ocorre pelo contato com o sangue e fluídos de alguém que esteja infectado. E na gravidez, a transmissão pode ocorrer na hora do parto, pois é uma forma de contágio altamente grave e há riscos também da gestante ter um parto prematuro por conta da doença.

O exame de sangue feito no pré-natal serve também para a avaliação para hepatite B. Se o resultado for positivo, alguns medicamentos serão indicados e, além disso, terá que passar por um hepatologista, que vai ajudar na adaptação da dieta da gestante, para diminuir as chances de desenvolver doenças no fígado. Quanto ao bebê, depois de lavado, receberá uma vacina contra a hepatite B. Mas a melhor maneira de cuidar é se vacinar no período pré-gestação.

Sintomas: Pele e branco dos olhos amarelados, falta de apetite e dor de barriga. Mas, muitas vezes, os sintomas não aparecem e uma vez que tenha tido hepatite B, ela corre o risco de se tornar portadora crônica do vírus, sem apresentar nenhum sintoma.

Complicações durante a Gravidez

Hiperêmese Gravídica

mulher doente na gravidezA hiperêmese gravídica caracteriza-se pelo vômito excessivo durante a gestação. Muitas gestantes sofrem de enjoos, mas nesse caso, a náusea e o vômito são tão graves que causam desidratação, inanição e perda de peso.

A desidratação pode alterar a concentração dos eletrólitos no sangue, tornando-se muito ácido. Quando o vômito persiste, o fígado sofre ferimentos e sangramentos. A causa da hiperêmese gravídica é desconhecida. Não possui riscos graves, mas altera a chegada dos nutrientes para o bebê, podendo influenciar seu desenvolvimento.

Deslocamento prematuro da placenta

O deslocamento prematuro da placenta é uma separação não planejada e precoce. As causas do deslocamento ainda são desconhecidas, mas existem alguns fatores de risco comprovados: hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes, idade avançada da gestante, consumo de fumo e álcool, trauma abdominal, perda súbita do volume uterino junto com a rápida perda do líquido amniótico, ou um cordão umbilical anormalmente curto.

Sintomas: Hemorragia no útero através do ponto de inserção da placenta. Em algumas mulheres, o sangue passa através do colo do útero e sai pela vagina e em outros, o sangue fica retido através da placenta. Dores abdominais e cólicas também são sintomas do deslocamento prematuro da placenta, mas os sintomas variam do grau de deslocamento.

Aborto espontâneo

O aborto espontâneo é a perda do feto por motivos naturais, que acontecem antes da 20ª semana de gestação. Dos sangramentos, 50% ocorrem durante as 20 primeiras semanas, e 85% desses abortos acontecem durante as 12 primeiras semanas de gravidez, e normalmente estão relacionados às anomalias fetais.

Sintomas: No processo de aborto, o útero contrai, provocando cólicas fortíssimas, e sangramentos. Às vezes ocorre a expulsão de parte, ou de todo o conteúdo uterino naturalmente; já em outros, é preciso contar com uma intervenção médica.